Você conhece a metodologia dos seis chapéus?

Publicado por em 22 de junho de 2021

Você conhece alguma metodologia para estimular a criatividade e solucionar problemas? Você conhece a metodologia dos seis chapéus?

Com as constantes mudanças sociais, culturais, profissionais e empresariais, cada vez mais o uso da criatividade para solucionar problemas torna-se competência fundamental!!!

Existem várias formas de se estimular a criatividade para solucionar problemas e uma delas é a metodologia dos Seis Chapéus (“Six thinking hats”). Você conhece?

Essa metodogia “Six thinking hats” foi criada pelo Dr. Edward de Bono, médico inglês que dedicou sua vida a estudar os processos do pensamento e chegou a um método para facilitar na comunicação de diferentes problemas e ideias e organizar a dinâmica desde a definição do problema até o acompanhamento do plano de ação.

Enquanto no pensamento lógico, todos seguem a mesma linha de raciocínio, no pensamento lateral, se estimula a procura de novas perspectivas para o problema e no pensamento paralelo, as pessoas pensam na mesma direção, porém de maneira colaborativa e coordenada.

Essa metodologia dos Seis Chapéus, que tem como base o pensamento paralelo, nos ajuda a maximizar a sensibilidade do cérebro a cada uma das abordagens possíveis com relação a uma questão ou ideia.

Em um grupo de trabalho, por exemplo, geralmente as discussões antagônicas acontecem porque os diferentes lados estão certos, mas olhando a questão por perspectivas diferentes.

Essa técnica é coordenada por chapéus de seis cores diferentes, onde cada cor define o momento de se trabalhar um determinado aspecto da dinâmica. As cores são o branco, o azul, o verde, o preto, o amarelo e o vermelho.

Ela permite colocar muitas ideias e soluções alinhadas para a mesma direção de forma rápida e menos desgastante emocionalmente.

Não há uma ordem exata para o uso dos chapéus e eles podem ser revisitados a qualquer momento. Só se deve evitar misturar os momentos de cada um, para manter a dinâmica da técnica eficaz.

A técnica dos seis chapéu é bem completa e auxilia em uma vasta gama de situações em que se busca a criatividades nas soluções de um problema ou para criar produtos e serviços.

Mas o que representam as cores dos chapéus?

Chapéu branco: Representa os fatos e dados, e ao usar essa cor é o momento de compartilhar todos os dados que se tem sobre o problema e sobre o processo envolvido. Deve-se colocar todos os participantes na “mesma página”, com o conhecimento nivelado sobre o problema a ser discutido.

Algumas perguntas chaves ajudam na obtenção dos fatos e dados.

 

  • De que informações dispomos?
  • De que informações precisamos?
  • Que informações estão faltando?
  • Como vamos conseguir as informações de que necessitamos?
  • Quando ocorreu isso?
  • Com que frequência acontece isso?

Respostas como “eu acho”, “não tenho muita certeza” não devem ser utilizadas.

Afirmações sobre probabilidades ou qualitativas podem ser aceitas como por exemplo: frequentemente, na maior parte das vezes, cerca de metade das vezes acontece isso.

 

Chapéu preto: Representa precaução e pontos de atenção. Deve-se discutir os impactos sobre o problema em que a dinâmica irá trabalhar e as dificuldades para solucioná-lo.

Essa etapa nos impede de cometer erros potencialmente perigosos ou ações em desacordo com os regulamentos e especificações. Ele indica quando algo é incompatível com nossos recursos, valores ou estratégia.

Com ele, levantamos os pontos fracos que nos levarão às ações de correção.

Algumas perguntas chave são:

  • O que vai acontecer se executarmos essa ação, está de acordo com os procedimentos?
  • O resultado será aceitável?
  • Dispomos de recursos para colocá-la em prática?
  • O que pode dar errado?
  • Quais são os problemas potenciais?
  • Isso continuará a ser lucrativo?

Somente cuide para que o uso exagerado do Chapéu Preto possa atrapalhar ou bloquear qualquer iniciativa.

 

Chapéu amarelo: Representa os pontos positivos e benefícios. Com todos os dados e fatos sobre o problema e sobre o impacto no processo, deve-se analisar quais as vantagens que o grupo possui para trabalhar na solução do problema.

Também buscamos os benefícios de uma proposta e encontramos as formas de colocá-la em prática baseados pela lógica e pelo raciocínio.

Algumas das perguntas chave são:

  • Quais são os benefícios?
  • Para quem?
  • Em que circunstâncias?
  • Como eles são apresentados?
  • Que outras qualidades existem?

É uma mistura de curiosidade, prazer, ambição e desejo de fazer as coisas acontecerem. É a busca pelo valor ainda não aparente. É a escolha pelos pontos favoráveis de uma ideia, dos aspectos construtivos contidos em cada insight.

 

Chapéu verde: Representa a criatividade. Como já se conhece os fatos e dados sobre o problema, os impactos que ele causa e os pontos fortes do grupo para solucionar, deve-se colocar as ideias, sugestões, inovações e usar toda a criatividade das pessoas.

Como podemos usar os pontos fortes para trabalhar as vulnerabilidades e problemas. Nesse momento é isso que será tratado nessa etapa.

Aqui não é exigir respostas criativas de ninguém, mas garantir que exista um tempo no processo de pensamento em que as pessoas possam se dedicar à possibilidade de pensar “fora da caixa”, em busca de abordagens inéditas e alternativas diferenciadas.

Algumas das perguntas chave são:

O que posso fazer diferente?

O que nunca foi feito para isso?

Como eu faria se eu não tivesse limitações de recursos?

 

Chapéu vermelho:  Representa os sentimentos e a intuição. Deve-se colocar as percepções pessoais e emocionais de cada um, não sendo necessárias justificativas. Pode ser usado antes e depois de uma decisão, mas por um curto espaço de tempo, para que não atrapalhe a visão racional.

As emoções se manifestariam de qualquer forma em todas as discussões, ainda que, e geralmente, de forma disfarçada. E a situação fica ainda mais atraente quando deixamos claro que não há necessidade de explicar nem justificar aquilo que é dito.

Não é o momento de expressar emoções sobre situações hipotéticas ou modificadas, mas com relação ao que está colocado concretamente, sobre a discussão.

A grande importância desse chapéu está no fato que no final das contas, todas as decisões estão direcionadas a atender emoções.

Algumas das perguntas chave são:

Se eu fizer isso, como eu me sentiria?

Se fizesse assim, eu me sentiria ameaçado?

Essa solução me deixaria angustiado?

 

Chapéu azul: Representa a organização do processo, da visão panorâmica, coordenação, disciplina e controle. Nessa etapa deve-se montar o plano de ação, as pautas de reuniões e o acompanhamento das ideias e de sua implantação.

Bastante utilizado principalmente pelo mediador da discussão, ele também pode ser acionado por qualquer participante interessado em ajudar a organizar o encontro.

Uma primeira responsabilidade é definir o objetivo do projeto e o resultado esperado.

Depois tem o papel de apontar a ordem em que cada chapéu é invocado, o que depende muito do tipo de desafio proposto: criar alternativas de ação, explorar uma situação, avaliar uma proposta e assim por diante.

O Chapéu Azul garante que haja uma ordem para a discussão aparentemente desorganizada e que se tenha uma conclusão sintética com o plano para que as ações aconteçam.

O que você achou? Consegue utilizar essa metodologia? Qualquer dúvida ou comentário, fale conosco!!!

Referência:

Livro “Six Thinking Hats: An Essential Approach to Business Management” Edward de Bono

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